Eu não me lembro de nenhuma fase minha em que a música não estivesse presente. Quer dizer, desde quando passei a ouvir músicas por vontade própria, sabe? Em várias fases da minha vida, sempre houve uma canção que definia exatamente como eu me sentia naquele momento. Teve a fase "Sandy e Junior" (que acredito que tenha sido a trilha sonora da infância/adolescência para quase todo mundo que tem a mesma idade que eu), tive a fase em que me achava "roqueira" e minha maior referência era a Avril Lavigne (o look de sempre era o all star preto todo rabiscado, camiseta de banda com uma letra de música nas costas e as correntinhas penduradas na calça - sério, queria ter tirado fotos dessa época). Depois, entrei na era das boybands e conheci duas que são minhas bandas de conforto até hoje. Inclusive, já fiz um post falando sobre uma delas aqui (mas tudo bem se você não quiser ler, vou falar aqui que uma delas é o McFly e a outra, mesmo que não seja mais um grupo hoje em dia e se tornou um tópico sensível pois o meu preferido morreu, é o One Direction).
Hoje, aos 34 anos de idade, acho que não tem um estilo musical único que me defina. Eu continuo ouvindo todas essas anteriores que eu citei e o acréscimo à lista seria o K-pop. De verdade, se abrirem meu spotify agora vão achar Stray Kids, Taylor Swift, músicas dos anos 80, Sandy e Junior, Jisoo, Linkin Park, enfim, bem aleatório.
Mas voltando ao tópico que dá título ao post de hoje, que é sobre o que eu quero realmente falar, tem uma música da Taylor que eu gosto bastante que diz:
"Who could ever leave me, darling?
But who could stay?"
E ouvindo essa música muitas e muitas vezes, eu descobri que me identifico com ela porque eu percebi que não deve ser fácil me amar. E eu digo em todos os sentidos, não somente o romântico.
Eu sou orgulhosa. Eu sou dramática e melancólica. Eu não sou de falar quando alguma coisa me magoa, porque eu prefiro não incomodar com os meus dramas. Eu sinto tudo com tanta intensidade que às vezes fico paranóica. E muitas vezes eu acabo me afastando das pessoas porque acho que elas estão muito ocupadas com seus próprios problemas para ver algo totalmente irrelevante que eu fiz/vi/ouvi. Quantas e quantas vezes tirei uma foto ou vi um post e pensei em compartilhar com alguém, mas ai logo depois apaguei a mensagem e pensei: "que bobagem, porque fazer alguém perder o tempo com isso?". Eu sei, mas é muito mais forte do que eu. E eu também sei que talvez devesse fazer terapia, mas adivinha só? Não quero fazer uma psicóloga perder o tempo dela com isso - quando pode estar ajudando alguém com traumas de verdade, sabe?
Bom, mas para finalizar essa minha pequena reflexão/desabafo, fiquem com essa música linda:
Obrigada por ler e ficar até o final ♥

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